Grupo radical de defesa dos animais investigado por violência


Dão pelo nome de IRA - Intervenção e Resgate Animal e actuam vestidos de negro e encapuzados. A sigla e o modo como se apresentam remete para o grupo terrorista IRA, que, na sua luta pela independência da Irlanda do Norte, aterrorizou a Grã Bretanha durante várias décadas.

As identidades do IRA português não são reveladas e o método de intervenção pauta-se pela violência, incluindo o uso de armas, ameaças e intimidação. É o que se percebe na reportagem emitida pela TVI esta quinta-feira, que desvenda os meandros deste grupo e as suas ligações ao PAN - o partido Pessoas, Animais, Natureza, que tem um deputado no Parlamento.

A peça transmitida pela estação de Queluz deu voz a várias das vítimas do grupo, que contam episódios em que foram ameaçados em casa por elementos do IRA, que atuaram de rosto coberto e exibindo armas. O CM apurou que o grupo está a ser investigado por suspeitas dos crimes de assalto à mão armada, sequestro, ameaça e outros crimes. Mas, ao contrário do que noticia a TVI, o terrorismo não será um dos crimes em questão.

O grupo é representado legalmente pela advogada Cristina Rodrigues, que é também membro da comissão política do PAN, ex-candidata à Câmara Municipal de Sintra e chefe de gabinete do deputado André Silva. A TVI acredita que a advogada poderá ser uma das encapuzadas do grupo, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público.

Ouvido na reportagem, o deputado André Silva, que segue o IRA nas redes sociais, diz não ter conhecimento de qualquer actividade violenta do grupo e garante que "agirá em conformidade" caso se confirmem os ataques de que o IRA é acusado.

E promete actuar contra membros do partido que participem nas acções violentas atribuídas ao grupo. Depois da emissão da reportagem, o IRA reagiu esta sexta-feira com uma publicação no Facebook em que nega os factos relatados na reportagem televisiva. E promete apresentar provas de que o que ali foi dito pelos vários intervenientes é falso.

Fonte: CM

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