Presidente de Angola aperta cerco a fortunas angolanas


O presidente de Angola, João Lourenço, tem um plano para recuperar os milhões angolanos dispersos em grandes fortunas pelo Mundo, que pode passar pela cativação forçada de contas e activos, muitos deles pertencentes a antigos responsáveis do regime angolano e familiares do ex-presidente Eduardo dos Santos, caso de Isabel dos Santos e do general ‘Kopelipa’ que teria, alegadamente, mais de 400 milhões de euros em Portugal.

Numa grande entrevista ao ‘Expresso’, publicada este sábado, o líder angolano frisou que "o processo será longo" e seguramente não terminará em Janeiro de 2019, fim da moratória de seis meses concedida para a repatriação voluntária dos capitais, que poderão totalizar mais de 24 mil milhões de euros.

Mas Lourenço garantiu que o "cerco está a ser apertado" para descobrir "os esconderijos do dinheiro de Angola". Para o efeito serão feitos "acordos judiciários com outros Estados, como o que se fez com Portugal", anunciou, revelando que está já em curso um trabalho "com as polícias, os serviços secretos, as unidades de informação financeira e os bancos estrangeiros" para chegar às fortunas escondidas.

O parlamento angolano aprovou no dia 13 do corrente mês uma lei para repatriamento coercivo de capitais no âmbito do combate à corrupção, que é bandeira de Lourenço. A caça às fortunas prende-se com o facto de muito desse dinheiro ter sido desviado dos cofres do Estado ou de não ter sido declarado em Angola segundo a legislação vigente.

Lourenço abordou igualmente a questão do antigo vice-presidente angolano Manuel Vicente, acusado de subornos em Portugal e entregue em maio à Justiça angolana após meses de tensão entre os dois países. Negou ter protegido Vicente e defendeu que Portugal teria feito o mesmo se estivesse em causa um antigo ministro português acusado de delitos em Angola.

Saída anunciada da Galp e do Millennium BCP

"A Sonangol deve retirar-se de grande parte dos negócios [...] que não têm a ver com o seu ‘core business’".

João Lourenço confirmou, assim, que Angola vai desinvestir na Galp, não tendo projectos para comprar a participação de Isabel dos Santos. "Não digo que vamos sair amanhã, mas a tendência é essa", disse, incluindo ainda o Millennium BCP no desinvestimento da Sonangol.

Fonte: CM

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